segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Minha dança 
(Você ta dançando comigo!)

Q sensação infinita,
Uma anestesia, me contorco,
Um banho na chuva,
Uma paralisia,
Um sorriso frouxo,
Uma magnitude,
Ô palavrão,
Sem definição,
Uma pequeneza na explicação...
Consigo ir além não,
Meu ainda bem é que A tenho
Pra me deixar dizer sempre
Que eu te amo pra sempre!
  
Lai Câmara

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Coisa Linda!

Deixa esse tanto abrir os caminhos
Faltando tanto inda tá
Deixa o sorvete chegar pra sujar a roupa, lamber os dedos, trocar os mesmos beijos,
Deixa a Dona Vida dar seu pitaco
Deixa que tudo isso rime com o conforto daquele abraço...

                                                     Lai Câmara


domingo, 13 de agosto de 2017

De boa-fé

À Tico
Limpidez pro meu retorno
Num canto de tua gaiola
Um receio que já me dá
de te afastar, de me camuflar, de errar de novo...
Eu to lavando a alma bem acelerada
Tirando as palhas, matando a saudade de mim.
Eu tô oxigenada, preparada, tenaz.

Na minha vida tinha um corredor
Daquele das casas antigas
 típicas da Ribeira
chein de quartos
Eu, a olhar aquele intervalo passar.
Mas, como aqui-agora tem um “a gente”
Bora fruir?
Duas mentiras, uma verdade,
Três verdades, uma mais viva!
Esta que eu teimo em enxergar
quando teu olho me olha
A mais viva? é que ele é um homem de boa-fé!

                                                          Lai Câmara

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Se conselho fosse bom...

Se conselho fosse bom...
                                                               (a 2ª - à Petti)

Não queira estacionar no limo do amor, é teste pra poucos, é mundo solitário, rasteira de confusão.
Preserva o teu universo, que há tanto anda atrasado, teu canto entusiasmado, tua poesia de cerração, tua maternidade mais completa.
Estudaaaaaaaaaaaaaaaaaaa as tuas línguas, encontra os TEUS anseios, que foram injustamente disfarçados.
E vive o egoísmo desmedido, e viva a poesia do topo,
Vive, o encontro e o talvez, vive, a despedida.
Que se da novidade se faz montante, viva a vida num instante, mas viva a vida num montante.
Engrandece o desperdício, momentâneo, que há um monte de princícios,
A da rima uma amizade, a da rima uma SANIDADE,
E que se a gratidão lhe for uma porta, esfrega as mãos agora e, viva o batidão, kkk
Suspiros daquele emoji que ainda há por vir...

                                               Lai Câmara

domingo, 6 de dezembro de 2015

Como é que se faz mesmo?

Querendo me esvaziar de poemas antigos, escuto algo, que vem de perto e me estreita os caminhos.
Uma impressão apenas, mas que é altar de toda uma preocupação.
Muitos pontos é o que tenho distribuído e quando respiro é com poemas antigos.
Que tristeza essa tal desilusão.

Tenho a impressão, uma apenas,e teimo, teimo,
porque,
ainda há desejo pelo GOSTO que intensamente os poemas me doavam.

E,
é nesse desejo que a vida se equilibra e amorna, no desejo apenas,
equilíbrio de indeciso,
equilíbrio de espera,
equilíbrio de busca impensada,
equilíbrio de uma certeza que tem dois nomes – ilusão e covardia.


                                   Lai Câmara

domingo, 10 de agosto de 2014

Estupidez de uma Menina

Chorou de refém...; 
De cabeça erguida...;
Implorou um além na despedida
Não queria tal pobre rima.

Estupidez na aurora e no porem
“Intrando” na vagina
Ora! Que fazes de tu maldita menina!?

“Uma trouxa de roupa suja é mais digna”
Estupidez mendiga, mendigando, não implica!

Tola como a sua vida
Cheia de graça, mas, não quer tua pirraça,
Deixa a vida da menina,
que se iguala na mudez repentina.

                                                        Lai Câmara