Como é que
se faz mesmo?
Querendo me esvaziar de poemas antigos, escuto algo, que vem
de perto e me estreita os caminhos.
Uma impressão apenas, mas que é altar de toda uma
preocupação.
Muitos pontos é o que tenho distribuído e quando respiro é
com poemas antigos.
Que tristeza essa tal desilusão.
Tenho a impressão, uma apenas,e teimo, teimo,
porque,
ainda há desejo pelo GOSTO que intensamente os poemas me
doavam.
E,
é nesse desejo que a vida se equilibra e amorna, no desejo
apenas,
equilíbrio de indeciso,
equilíbrio de espera,
equilíbrio de busca impensada,
equilíbrio de uma certeza que tem dois nomes – ilusão e
covardia.
Lai
Câmara